



Uma Casa na Pradaria começa em 1869, quatro anos depois da Guerra Civil dos EUA, quando famílias como os Ingalls iam para o oeste para explorar uma terra pouco conhecida que ainda era envolta em mitos. Ao assistir a força e determinação da família Ingalls, parece que os bailes palacianos de Bridgerton ou as intrigas refinadas do pós-guerra de Os Sete Relógios de Agatha Christie estavam há anos-luz. Mas, na verdade, Uma Casa na Pradaria se passa em uma época que fica exatamente entre essas duas séries.
A lista de narrativas de época da Netflix está cada vez maior e você nem imagina como Uma Casa na Pradaria se encaixa nessa linha do tempo.
Com tantas obras que mostram séculos, continentes e sociedades tão diferentes, vamos fazer uma jornada cinematográfica para mostrar exatamente quando se passa Uma Casa na Pradaria: um capítulo intermediário que marcou a história entre bailes regenciais, mistérios vitorianos e o nascimento da era moderna. Aqui, vamos traçar essa linha do tempo e apontar como nossas séries e filmes capturam as maiores mudanças de suas respectivas épocas, seja retratando mudanças nas regras sociais, novas invenções, expansões de impérios ou famílias que só estão tentando encontrar um lugar no meio de tudo isso.
Continue lendo para saber como suas obras de época favoritas se passam em épocas próximas. E não deixe de conferir Uma Casa na Pradaria, que já está disponível.



Antes da família Ingalls entrar em uma carroça para atravessar os EUA, os salões de baile de Bridgerton já eram o lugar mais animado da era regencial de Londres. Começando em 1813, a série retrata uma sociedade em que títulos, herança e status social definiam quem era quem. Uma Casa na Pradaria se passa 56 anos depois, em um país que ainda estava se definindo após a expansão para o oeste. Assim, as duas séries formam uma imagem fascinante de dois mundos muito diferentes, mas da mesma época: o século 19.



O filme Persuasão se passa em 1814 e é baseado no livro homônimo de Jane Austen, escrito em 1817. Ele conta a história de Anne Elliot, uma mulher que precisa lidar com a perda de um amor, expectativas familiares e as estruturas sociais rígidas de um país em que casamento, herança e classe determinavam o futuro de todos. Uma Casa na Pradaria acontece 55 anos depois, em um lugar muito diferente: os EUA que ainda estavam expandindo para o oeste, onde sobrevivência e resiliência eram mais importantes do que os dramas dos salões da aristocracia britânica. Ainda assim, as duas obras mostram as transformações do século 19 pela perspectiva de uma escritora que vivenciou tudo isso de perto.



Cem Anos de Solidão começa quase duas décadas antes de a família Ingalls chegar à fronteira dos EUA, com a história se iniciando em 1851 na cidade colombiana fictícia de Macondo, onde gerações da família Buendía vão viver ciclos de amor, ambição, revoltas políticas e realismo mágico. Baseada no livro de Gabriel García Márquez, a série retrata o mundo latino-americano moldado pelo passado colonial, conflitos civis e o advento da indústria moderna. Uma Casa na Pradaria se passa em 1869, então as duas séries são retratos impressionantes de um século em transição, desde os impérios antigos até as novas fronteiras, pela perspectiva de uma única família.



House of Guinness se passa em 1868 na Irlanda, onde a poderosa família Guinness precisa lidar com questões de legado, herança e o futuro de um império em ascensão. A série retrata um mundo influenciado pela fortuna industrial, estruturas antigas de classe e tensões entre tradição e modernização. Uma Casa na Pradaria começa só um ano depois, em 1869, mas do outro lado do oceano Atlântico, onde a história da expansão dos EUA para o oeste deu origem a um tipo bem diferente de dinastia: uma que não é baseada em heranças milionárias e riquezas urbanas, mas na terra, na força do trabalho e na promessa de novos horizontes.



A versão de Uma Casa na Pradaria da Netflix, criada pela showrunner e produtora executiva Rebecca Sonnenshine, recria as tão adoradas obras semi-autobiográficas de Laura Ingalls Wilder para um público contemporâneo. A série se passa em 1869 e mostra ao público um momento decisivo da história dos EUA, quando famílias se dirigiam para o oeste em busca de um novo começo. Com pitadas de saga familiar e aventura no Oeste americano, a série segue Laura Ingalls, interpretada por Alice Halsey (Uma Questão de Química), que usa sua curiosidade para guiar o público pela fronteira repleta de paisagens naturais áridas, condições climáticas imprevisíveis e a pressão constante pela sobrevivência. Nesse mundo, encontros com comunidades indígenas, incluindo os Osage, fazem a família entender melhor a terra por onde estão passando, destacando a beleza e as complexidades da nação que começa a tomar forma.



Em 1880, quase uma geração após a família Ingalls começar sua jornada para o oeste, a heroína Enola Holmes enfrenta um desafio muito diferente: as mudanças constantes da Inglaterra vitoriana. Como Laura Ingalls, Enola é uma jovem que tenta entender o mundo ao seu redor fazendo perguntas, buscando respostas e se recusando a aceitar qualquer tipo de restrição. Uma Casa na Pradaria começa em 1869, 11 anos antes e a muitos quilômetros de distância, onde Laura explora o potencial e os perigos da fronteira dos EUA. As duas histórias mostram jovens curiosas que tentam entender como lidar com um mundo maior, mais estranho e mais complicado do que elas imaginavam.



Como um Relâmpago se passa no ano de 1881, em Washington, DC, onde a presidência de James A. Garfield é o centro de uma história sobre ambição, poder e os mecanismos frágeis que sustentam a democracia dos EUA. A série retrata uma nação que ainda está se readaptando após a Guerra Civil, em meio ao clientelismo político, desenvolvimento industrial e dúvidas sobre a identidade nacional que definem a Era Dourada do país. Uma Casa na Pradaria começa em 1869, só 12 anos antes, em uma parte menos agitada dos EUA, onde famílias como os Ingalls fincavam raízes enquanto o país avançava para uma nova era de modernidade. As duas obras retratam um país em expansão que passa por mudanças enormes.



Em 1925, quase seis décadas após a família Ingalls começar sua jornada para o oeste, Os Sete Relógios de Agatha Christie mostra um lado muito diferente da Grã-Bretanha, um mundo de mansões no campo, segredos e intrigas cada vez maiores após a Primeira Guerra Mundial. Quando uma brincadeira em uma festa grandiosa acaba se transformando em um assassinato misterioso, a história muda o foco para mostrar mudanças sociais, o glamour desconfortável do período entre guerras e a decadência da antiga aristocracia.








































































































