





Só uma pessoa podia terminar Wonka: O Bilhete Dourado com dinheiro para a vida toda.
E, entre o revés na prova dos favos de mel e a ideia de seguir sempre os próprios instintos, Gabrielle acabou sendo a última a permanecer na fábrica de chocolate (além dos umpa-lumpas, é claro). Ela deixou Taylor para trás e venceu a competição ao descobrir em quem Kayla havia votado no desafio anterior.
“Depois de meses de preparação e tudo o que eu passei no jogo, entender que eu tinha vencido foi chocante, mas também foi um alívio e me deixou muito orgulhosa. Naquele momento final, toda a minha força deu lugar a uma onda de emoções que refletia tudo o que senti ao longo daquela jornada”, diz Gabrielle ao Tudum.

A jovem de 22 anos entrou na fábrica com Sasha, sua melhor amiga. Juntas, elas encontraram (e perderam) aliados, apoiaram uma à outra diante dos desafios e se emocionaram com as vitórias e derrotas uma da outra. “Como grande parte da experiência era uma incógnita, era reconfortante saber que sempre teríamos uma maneira de rir, nos divertir e passar por tudo isso juntas”, explica Gabrielle.
Continue lendo para conhecer a vencedora de Wonka: O Bilhete Dourado e saber mais sobre a estratégia dela, os adversários mais difíceis e o que ela planeja fazer com o prêmio de 3 milhões de dólares.

Como foi o momento em que você percebeu que tinha vencido? O que passou pela sua cabeça?
Gabrielle: Eu realmente não achava que tinha ganhado tudo! Afinal, é o mundo de Wonka. Então, pensei que a votação era apenas a primeira de duas etapas e fiquei esperando alguém anunciar o próximo desafio. Quando finalmente caiu a ficha de que eu tinha realmente ganhado, não consegui nem acreditar. Passei a competição inteira concentrada em superar o próximo desafio. Então, quando entendi que já tinha passado por todos os altos e baixos, fiquei muito emocionada.

Você já tinha uma estratégia para vencer desde o início ou ela foi evoluindo ao longo do jogo?
Gabrielle: Minha estratégia definitivamente evoluiu. Comecei querendo passar despercebida, fazer amigos e, claro, me divertir, tudo isso sem chamar muita atenção logo de cara. Isso mudou bem rápido. Percebi que tentar não aparecer não ia necessariamente me proteger. Eu precisava confiar em mim mesma, correr alguns riscos e deixar as pessoas verem quem eu era. No final, parei de me concentrar tanto nos outros e passei a seguir meus próprios instintos. Eu não podia controlar as reviravoltas ou a forma como os outros jogavam, mas sim como eu reagia a tudo isso. Então, só confiei em mim mesma e segui em frente, sem me importar com o que acontecia ao redor.

Qual foi o momento mais difícil da competição para você?
Gabrielle: O momento mais difícil para mim foram os favos de mel. Normalmente, prefiro ter o controle do meu próprio destino. Só que, naquele desafio, eu estava nas mãos de outra pessoa. Austin fez tudo o que podia, mas minha frustração se transformou em desespero e reagi de maneiras que normalmente não reagiria. Agora, entendo que aquele foi um ponto de virada. Aprendi que o desespero não leva a lugar nenhum, só serve para nos afundar ainda mais.
Quando tive uma segunda chance, percebi que precisava mudar minha abordagem para o resto do jogo. Eu não podia controlar tudo o que surgia pelo caminho, mas sim minhas emoções e como reagia aos problemas. Daquele momento em diante, confiei em mim mesma, mantive o foco e decidi que não deixaria nada me desviar do meu rumo. Acredito, sinceramente, que aquele foi o ponto de virada que acendeu uma chama dentro de mim para manter o foco absoluto na reta final.

Quem foi seu concorrente mais difícil e por quê?
Gabrielle: Eu mesma. Tinha muita gente talentosa ao meu redor, mas eu sabia que a maneira mais rápida de sair do jogo seria me distrair com outra pessoa ou permitir que a dúvida e a negatividade tomassem conta de mim. Infelizmente, deixei isso acontecer durante a etapa dos favos de mel, mas acabou sendo bom passar por isso. Receber uma segunda chance foi um grande ponto de virada e serviu para me lembrar por que eu estava ali: para dar tudo de mim, confiar em mim mesma e colocar o foco naquilo que eu podia controlar. Daquele momento em diante, parei de comparar minha trajetória com a de qualquer outra pessoa e me concentrei apenas em seguir o meu próprio caminho.

Você aprendeu algo inesperado sobre si mesma durante o jogo?
Gabrielle: Todos os dias, eu buscava superar a mim mesma, mas o que realmente ganhei com essa experiência foi uma lição inesperada sobre capacidade de adaptação. Sempre gostei de planejar tudo, ter uma estratégia e sentir que tenho controle sobre o que está por vir. Essa jornada virou essa ideia de cabeça para baixo e me fez entender que eu precisava aprender a conviver com o desconforto. Percebi que, mesmo quando o futuro parecia incerto, eu podia confiar em mim mesma para seguir em frente. Não preciso ter todas as respostas antes de dar o próximo passo. Aprendi que só tenho que confiar na minha preparação, no meu coração e acreditar no poder da positividade.

O que você planeja fazer com o prêmio?
Gabrielle: Na verdade, já faz quase um ano, então tive bastante tempo para refletir sobre isso, em vez de tomar decisões precipitadas no calor do momento. Quero que esse dinheiro tenha um propósito que vá além de simplesmente comprar coisas. Vou doar uma parte à organização sem fins lucrativos A Birthday Party Wish, que criei com meu irmão quando éramos pequenos. Ela ajuda a garantir que crianças que não vivem em boas condições também se sintam celebradas em seus aniversários.
Também quero ajudar minha família a encontrar o melhor apoio possível para minha avó, que tem demência. A dança e a música são elementos que realmente nos unem. Vi como ela tem momentos de alegria, reconhecimento e conexão graças ao movimento. Então, quero usar parte do dinheiro para transformar o tratamento atual dela em algo mais estruturado, usando a dança e a música para criar momentos positivos e significativos para pessoas que vivem com demência e suas famílias. Minha esperança é melhorar a qualidade de vida delas por meio do movimento, da música e da conexão humana.
Também estou pensando no futuro. Planejo investir uma parte e usar outra para desenvolver alguns negócios e projetos criativos com os quais venho sonhando há muito tempo. Ganhar o prêmio é incrível, mas o que mais me entusiasma é a oportunidade de transformar um momento de sorte em algo que possa continuar crescendo, além de poder fazer o bem para outras pessoas ao longo do caminho.






































