



Antonia Gentry, Brianne Howey, Felix Mallard e Sara Waisglass falam sobre as desilusões da última temporada.
Vamos começar logo com uma curiosidade sobre o elenco de Ginny e Georgia: quando há um período de descanso nas filmagens da série Netflix em Toronto, os atores passam horas no karaokê.
“É uma atividade que fazemos juntos. Na temporada 1, íamos todo fim de semana”, comenta Sara Waisglass, que interpreta Max Baker, melhor amiga de Ginny.
Na sessão de fotos para o Tudum, Sara está em cima de uma camionete verde com os colegas de elenco Antonia Gentry (Ginny), Brianne Howey (Georgia) e Felix Mallard (Marcus). De repente, Antonia e Sara ouvem os primeiros acordes da música “Mr. Brightside”, do The Killers, tocando em um alto-falante. Sara grita para Felix “Caramba, é a sua favorita” e começa a dançar com Antonia. “Para deixar um australiano na vibe para o karaokê, basta colocar ‘Mr. Brightside’”, admite Felix, que nasceu em Melbourne.

O ritmo frenético desse clássico do The Killers esconde temas bastante obscuros, e, por mais que a sessão de fotos realizada em uma bela tarde de quinta tenha sido marcada por uma energia contagiante, a temporada 2 de Ginny e Georgia começa com um clima mais sombrio. No fim da temporada 1, Ginny acaba ficando brigada com Max por ter escondido da melhor amiga o relacionamento com o irmão gêmeo dela, Marcus. Para piorar a situação, durante uma discussão no corredor da escola, Marcus diz para as amigas de Ginny que transar com ela foi um erro.
Mas essa desilusão ainda é pouco, considerando a briga que distancia a mãe e a filha que dão nome à série. Desolada após saber por Cordova (o detetive particular da temporada 1, interpretado por Alex Mallari Jr.) que Georgia envenenou o ex-marido Kenny (Darryl Scheelar), Ginny rouba a moto do seu quase namorado e some do mapa.
Como muita gente desconfiou, Ginny está escondida em Boston no apartamento do pai, Zion (Nathan Mitchell), quando a temporada 2 dá sequência à trama duas semanas após os eventos do último capítulo da temporada 1. “Para onde mais ela iria?”, questiona Antonia.




Mesmo que tenha encontrado refúgio com o pai, a jovem ainda está em crise. “No começo da temporada, Ginny está no limite das suas forças”, diz Antonia. Afinal, Ginny decide fugir somente depois de queimar o veneno escolhido pela mãe (Erva do Lobo) na lareira da casa delas, mandando uma mensagem muito clara de que Georgia não vai resolver esse problema só com charme e beleza. Para Sarah Lampert, criadora e produtora executiva da série, Ginny está dizendo “Sei o que você fez. Sei como fez. E estou fora”.
Como Georgia matou Kenny para proteger Ginny (depois de vê-lo tocar na filha de forma inapropriada), Sarah Lampert diz que, de certa forma, Ginny queima as provas para retribuir o favor. “Ela sabe que Cordova está atrás de sua mãe e, mesmo prestes a partir, mesmo com a sensação horrível de ter descoberto tudo aquilo, ainda quis protegê-la. No final das contas, as duas sempre se protegem.”

Se, assim como boa parte do público, você acha que a vida de Georgia superando abusos e sendo obrigada a fazer justiça com as próprias mãos quando o sistema a despreza tem tudo a ver com as histórias de mafiosos, Brianne concorda: “Ela não tem muitos recursos, mas consegue fazer bom uso deles. Ela sabe jogar com as cartas que tem”, analisa a atriz, com orgulho da personagem.
No entanto, esse castelo de cartas começa a ruir na temporada 2. “Vemos o mundo de Georgia desabar”, comenta Brianne. Depois que Paul Randolph (Scott Porter), agora seu noivo, ganha a eleição, “ela fica feliz por se tornar a primeira-dama, mas, ao chegar em casa, percebe que os filhos foram embora e descobriram seu segredo mais pessoal, algo que ela lutava para esconder de todo mundo, em especial de quem mais ama. É o fundo do poço para ela, infelizmente”.

Ginny e Georgia não são as únicas a terminar a temporada 1 com a relação em crise. Mesmo com as “pequenas amostras” de afeição entre os irmãos, como diz Felix, Marcus e Max passam a temporada 1 quase toda em pé de guerra, até que a tensão chega a um ponto insustentável durante a discussão acalorada com Ginny no corredor.
Para Felix, “Marcus e Max são dois lados da mesma moeda. Eles lidam com os problemas de forma diferente, mas abordam o amor de um jeito parecido”. Como os dois têm uma relação com Ginny, não é surpresa que ela seja um dos principais motivos da briga no final da temporada. Na perspectiva de Sara, Max valoriza a lealdade acima de tudo, e é por isso que se sente traída ao descobrir que Ginny escondeu dela a relação com Marcus. “Max passou toda a temporada 1 com uma energia feliz e positiva. Na temporada 2, os fãs vão descobrir outro lado dela, muito mais enfurecido – ‘Mad Max’, como gosto de chamar.”

Por sua vez, Marcus está arrasado. “No final da temporada 1, Ginny e Marcos confessam o amor que sentem um pelo outro, e ele, como sempre, estraga tudo. Não de forma intencional, mas simplesmente porque não sabe lidar com grandes emoções”, opina Felix. E, como se não bastasse esse drama todo, é compreensível ele ficar chateado quando a ex foge na moto dele sem dar satisfação.
Segundo Felix, cada personagem está “juntando os cacos” após as desilusões da temporada 1. Para Ginny e Georgia, um desses cacos é mais afiado. “Há uma grande questão emocional não resolvida”, comenta Brianne, complementando que o problema continuará se agravando até elas terem uma conversa franca. Mas Antonia promete que, com o tempo, Ginny embarcará em uma “jornada em busca de cura, de voltar a confiar e de reconstruir todas as relações que se romperam no final da temporada 1”.
Depois de um turbilhão emocional desses, só mesmo ‘Mr. Brightside’ para ajudar a relaxar.
A temporada 2 de Ginny e Georgia estreia em 5 de janeiro.
Com colaboração de Aramide Tinubu.




















































































